Procedimentos em Hospitais de Referência
No hospital de referência, os profissionais de saúde devem
confirmar os antecedentes de viagens internacionais, realizar uma
avaliação médica e coletar amostras de secreção respiratória para
investigação. Estas amostras devem ser coletadas preferencialmente
até o terceiro dia após o início dos sintomas. Eventualmente, este
período poderá ser ampliado até no máximo sete dias após o início
dos sintomas. Consulte o
site do Ministério da Saúde para informações sobre as técnicas
de coleta, transporte e acondicionamento de amostras. Atenção: as
amostras de secreção respiratória somente devem ser processadas nos
Laboratórios de Referência do Instituto Adolfo Lutz, do Instituto
Evandro Chagas e da Fundação Oswaldo Cruz. Outras amostras clínicas
podem ser processadas pelo hospital de referência, como amostras de
sangue, para acompanhamento da evolução do paciente.
A partir desta etapa, os procedimentos realizados pelos
profissionais do hospital de referência são diferentes para os casos
em monitoramento e para os casos suspeitos.
Casos em monitoramento
Se o paciente estiver enquadrado em um caso em monitoramento, ele
deve ser orientado a ficar em isolamento domiciliar até 10 dias após
o início dos sintomas. A Vigilância Epidemiológica deve ser avisada
para que realize um monitoramento clínico diário do paciente neste
período, por meio da Equipe de Saúde da Família da região ou por
contato telefônico em locais sem cobertura das unidades. O Hospital
de referência também deve avisar a Secretaria Estadual de Saúde, que
deverá notificar o Ministério da Saúde pelo e-mail
notifica@saude.gov.br ou pelo site
www.saude.gov.br/svs.
Durante e após o período de isolamento, se o resultado
laboratorial confirmar a doença, o paciente deve ser encaminhado
para um hospital de referência. Se o paciente se recuperar e for
procedente de país não afetado, ou se for diagnosticada outra
doença, ele será liberado do isolamento e considerado caso
descartado. Se o paciente se recuperar, mas for procedente de país
afetado, deve ser liberado do isolamento, mas ter seus resultados
laboratoriais acompanhados.
Casos suspeitos ou prováveis
Se o paciente estiver enquadrado em um caso suspeito ou provável,
deve ser internado e ficar em isolamento respiratório, em um quarto
privativo com vedação na porta e boa ventilação. O quarto deve ter a
entrada sinalizada com um alerta e o acesso deve ser restrito aos
profissionais envolvidos na assistência ao paciente. O isolamento
deve ser mantido até que seja descartado o diagnóstico de Influenza
A, subtipo H1N1, ou até o décimo dia após a data de início dos
sintomas, quando termina o período de transmissibilidade. O
isolamento deve ocorrer somente nos hospitais de referência
designados pelas secretarias estaduais de saúde.
É importante frisar que, após o atendimento na unidade de
referência e classificação do caso (monitoramento, suspeito ou
provável), a Secretaria Estadual de Saúde deverá ser informada sobre
o caso e em seguida notificar imediatamente o Ministério da Saúde
pelo e-mail
notifica@saude.gov.br ou pelo site
www.saude.gov.br/svs.
Durante o isolamento, o paciente deve ser tratado com o
medicamento Oseltamivir, desde que tenha idade igual ou superior a
um ano e que tenham passado no máximo 48 horas desde o início dos
sintomas. Informações sobre dosagem, absorção e eventos adversos do
medicamento podem ser obtidas nos sites do Ministério da Saúde (www.saude.gov.br)
e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (www.anvisa.gov.br).
O uso do medicamento ainda não é recomendado visando à profilaxia da
doença.