Casos de Influenza A - subtipo H1N1: como proceder

Como identificar o contato próximo

Os profissionais de saúde e os profissionais que trabalham em portos, aeroportos e fronteiras (PAF) devem estar atentos às pessoas que dizem conhecer outras enquadradas em casos suspeitos, prováveis ou confirmados de infecção por influenza A. Se estas pessoas possuírem sintomas da doença, poderão ser consideradas casos suspeitos, tendo viajado para o exterior ou não.

Para isso é preciso saber identificar o que é considerado um contato próximo. Dentro dos aviões, o contato próximo é definido pela posição do assento na aeronave. Assim, tiveram contato próximo os passageiros localizados na mesma fileira e nas duas fileiras anteriores e posteriores ao assento do indivíduo considerado caso suspeito, provável ou confirmado, bem como os passageiros localizados nas filas laterais correspondentes. Isso porque o vírus pode ser transmitido através do sistema de refrigeração e filtragem das aeronaves. Assim, os profissionais de PAF devem orientar estas pessoas a procurar uma Unidade Básica de Saúde ou uma Unidade de Pronto Atendimento e avisar a ANVISA, para que faça contato com os demais passageiros, e a Vigilância Epidemiológica, para que acompanhe a evolução desses casos.

Dentro de uma comunidade, ter contato próximo significa cuidar, conviver ou ter contato direto com secreções respiratórias ou fluidos corporais de um caso suspeito, provável ou confirmado. Isso pode acontecer no ambiente doméstico ou de trabalho.

Pessoas que tiveram contato próximo com um caso suspeito, provável ou confirmado, mas que não apresentam sinais e sintomas, devem ser orientadas a permanecer em quarentena domiciliar voluntária. Esta medida visa diminuir a transmissão da influenza A (H1N1) na comunidade. Pessoas que tiveram contato próximo e que apresentam sintomas conforme definição de caso em monitoramento e aquelas que não se enquadram nesses casos, mas que iniciaram sintomas sugestivos de infecção respiratória aguda indeterminada até 10 dias depois de ter entrado em contato próximo com um caso suspeito, provável ou confirmado devem ficar em isolamento domiciliar.

Os profissionais de saúde que atenderem pessoas nesta situação devem adotar as medidas indicadas para casos suspeitos.

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