Atuação da Vigilância Epidemiológica
É papel da Vigilância Epidemiológica acompanhar os casos em
monitoramento durante o isolamento domiciliar diariamente,
reforçando as orientações dadas no Hospital de Referência. Até 10
dias após o início dos sintomas, o caso em monitoramento que se
enquadrar em caso suspeito, provável ou confirmado deve ser
encaminhado a um Hospital de Referência. Se o paciente se recuperar
e for procedente de país não afetado, ou se for diagnosticada outra
doença, ele será liberado do isolamento e considerado caso
descartado. Se o paciente se recuperar, mas for procedente de país
afetado, deve ser liberado do isolamento, mas ter seus resultados
laboratoriais acompanhados.
A Vigilância Epidemiológica deve também adotar uma busca ativa de
contatos quando estiver lidando com casos suspeitos, prováveis ou
confirmados. Assim, deve procurar as pessoas que mantiveram contato
com o indivíduo em seu domicílio ou no ambiente de trabalho durante
o período de transmissibilidade, de 1 a 7 dias após o início dos
sintomas. Deve também verificar com quais pessoas o indivíduo
manteve contato dentro do avião, identificando o número do voo, nome
da companhia aérea, país de origem, data da viagem, escalas e
conexões até o local de destino e poltrona utilizada. As informações
do voo devem ser repassadas para a ANVISA, que localizará os
passageiros que se sentaram próximos ao indivíduo. Com base nas
informações da ANVISA, a Vigilância Epidemiológica deve realizar
contato telefônico com os viajantes.
No caso de os indivíduos contatados pela Vigilância
Epidemiológica não apresentarem sinais e sintomas, estes deverão ser
orientados a ficar em quarentena domiciliar voluntária. A Vigilância
Epidemiológica deverá realizar monitoramento clínico diário destes
indivíduos, por telefone, durante 10 dias a partir da data do último
contato com o caso suspeito, provável ou confirmado, ou durante 10
dias a partir da data de saída do país de origem. Em locais sem
Unidades de Saúde da Família a vigilância será feita por telefone
ou, se possível, presencialmente.
No caso de os indivíduos contatados pela Vigilância
Epidemiológica apresentarem sinais e sintomas, devem ser
encaminhados a um Hospital de Referência e lá seguir as
medidas
necessárias.