Atuação dos profissionais de saúde
Os profissionais de saúde devem ter cuidados especiais com três
grupos de pacientes: pessoas que devem ser monitoradas, pessoas
suspeitas de possuir a doença e pessoas que já tenham confirmada a
infecção. Estas pessoas estão enquadradas em casos determinados, em
definição do Ministério da Saúde, de acordo com as características
de cada grupo. São eles:
Casos em monitoramento: são aqueles indivíduos
que devem ficar em observação para verificação da evolução clínica.
Posteriormente, estes casos serão reclassificados como
suspeitos,confirmados ou descartados. São considerados casos em
monitoramento as pessoas que:
- apresentam os sintomas da influenza A (H1N1), porém são
procedentes, nos últimos 10 dias, de países não afetados;
- são provenientes, nos últimos 10 dias, de países afetados,
apresentando tosse e uma febre aferida ou não, desde que não
seja uma febre alta repentina. Essas pessoas podem ou não ter
outros sintomas associados.
Esses casos deverão ficar em observação, de acordo com sua
evolução clínica.
Casos suspeitos: são aqueles indivíduos que
apresentam repentinamente uma febre alta, acima de 38˚C, acompanhada
de tosse, num período de até 10 dias após sair de países que
registraram casos da doença. Estas pessoas podem ainda ter dor de
cabeça, dor muscular, dor nas articulações e dificuldade
respiratória.
Também se enquadram neste grupo as pessoas que apresentam os
sintomas descritos, mas não viajaram. No entanto, mantiveram nos
últimos 10 dias contato próximo com uma pessoa classificada como
caso suspeito, provável ou confirmado de infecção humana pelo novo
subtipo de influenza A.
Dentro dos casos suspeitos há o grupo de casos prováveis, que são
aqueles que possuem características adicionais às que foram
mencionadas. Ou seja, pessoas que tiveram a confirmação laboratorial
de infecção por vírus da Influenza A, porém sem resultados
laboratoriais conclusivos sobre o subtipo.
Também pode ser considerado caso provável o indivíduo com
sintomas da doença que, mesmo sem a confirmação laboratorial, tenha
tido contato com outro caso provável ou confirmado de infecção por
influenza A (H1N1). Outro caso considerado provável é o do indivíduo
que faleceu em decorrência de infecção respiratória aguda
indeterminada, desde que tenha viajado para países que reportaram
casos ou que tenha convivido com pessoas que fizeram a viagem.
Casos confirmados: são aqueles indivíduos que
tiveram a confirmação laboratorial de infecção pelo vírus Influenza
A, subtipo H1N1.
Casos descartados: são considerados descartados
os casos de pessoas suspeitas, em monitoramento ou prováveis que
tenham recebido o diagnóstico de outra doença ou que o diagnóstico
tenha sido negativo para todos os tipos de influenza ou que não
tenha sido detectada infecção por influenza A, subtipo H1N1.