É um processo a distância que tem a função de contribuir com a
educação continuada e permanente dos profissionais e não somente na
solução de dúvidas. Esse processo se diferencia por não se aplicar
somente a área médica ou da saúde, mas sim em todos os seguimentos
onde exista um profissional a distância utilizando recursos de
informática ou telecomunicação, para transformar sua experiência em
conhecimento para outro profissional. Trata-se de uma tutoração
prática a distância que permite ao educador reconhecer as
necessidades de um profissional distante. É uma junção de educação
contextualizada com atendimento às necessidades regionais.
Embora alguns profissionais possam pensar que o ponto fundamental da
Segunda Opinião Especializada Educacional seja o fato de que ela
serve somente para fins de esclarecimento ou de solução para algum
problema. Mas essa ferramenta pode ser vista também como uma forma
de construção de conhecimento baseada nos problemas dos locais
distantes. Esse conceito é chamado de Tutoração a Distância.
Na Atenção Primária, a Segunda Opinião Especializada Educacional é
válida para profissionais das áreas médica, de enfermagem e de
odontologia. A ferramenta pode ser aplicar ainda em outras esferas,
como, por exemplo, nas áreas de gestão e administrativa, nutrição,
saúde mental, fisioterapia, fonoaudiologia, entre outros. Já na área
de Serviço Social, é possivel existir a Teleassistência Social, para
discussões e esclarecimento de dúvidas sobre, por exemplo, como
proceder no encaminhamento de pacientes, adotando-se aspectos de
referência e contra-referência.
Também pode ser amplamente utilizada para a área de tecnologia ou
mesmo na comunicação – onde os profissionais podem ensinar
estratégias de como se comunicar com a comunidade ou discutir os
problemas de comunicação de um grupo.
A Segunda Opinião Especializada Educacional ultrapassa as fronteiras
da área médica e da saúde ao levar experiências pessoais de
profissionais para desenvolver o raciocínio daquele que está em
processo de formação. Assim, a Educação Permanente e Continuada
também pode contar com a Segunda Opinião Especializada Educacional,
como uma forma de contextualizar a grade formativa.
Quem envia as informações deve munir o profissional com as dúvidas e
dificuldades existentes. No caso de pacientes, deve ser preenchido
um formulário com o histórico clínico do paciente, as
caractetísticas do quadro clínico, os exames solicitados e outras
informações, para que o médico do outro lado possa intervir.
A Segunda Opinião Especializada Educacional foca a otimização do
processo de efetividade do atendimento da saúde, por meio da melhor
qualificação dos profissionais, e desenvolve os conhecimentos de
gestão e os critérios de encaminhamento de casos importantes.
Modelo de alocamento de tempo de um professor no planejamento e
realização da segunda opinião educacional:
- 30 minutos de discussão (X)
- 1 hora e 30 minutos para preparação do material educacional, com
levantamento de referencias (3X)
- 1 hora para síntese e construção de objetos de aprendizagem e de
áudio dicas (2X)
- 30 minutos para indexação (X)
Referências Bibliográficas de Leitura
- Chao, LW. Modelo de ambulatório virtual (Cyberambulatório) e
tutor eletrônico (Cybertutor) para aplicação na interconsulta médica
e educação a distância mediada por tecnologia. [tese – Livre
Docência] apresentada à Faculdade de Medicina da Universidade de São
Paulo. São Paulo. 2003.
- Chao, LW; Cestari, TF; Bakos, L; Oliveira, MR; Miot, HA; Böhm,
GM. Evaluation of an Internet-based teledermatology system. Journal
of Telemedicine and Telecare. 2003. 9:S1:9-12.
- Taleb, AC; Böhm, GM; Avila, M; Chao, LW. The efficacy of
telemedicine for ophthalmology triage by a general practitioner.
Journal of Telemedicine and Telecare, 2005. 11:S1:83-85.
- Chao, LW; Enokihara, MY; Silveira, PSP; Gomes, SR; Böhm, GM.
Telemedicine model for training non-medical persons in the early
recognation of melanoma. Journal of Telemedicine and Telecare. 2003.
9:S1:4-7.